Memorial



Com o objetivo de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Instituto AME, no sentido de propiciar a inclusão social das Pessoas com Deficiências (PcDs), bem como ampliar a sua participação, através da cultura, nos diversos espaços sociais, e contribuir para que desenvolvam outras habilidades e compreendam seu universo e com interesse de dar visibilidade à sociedade das mais diversas situações enfrentadas no dia-a-dia por este público-alvo, o Instituto AME ampliará seu trabalho transformando a exposição “A Arte de Sentir” em “Memorial de Acessibilidade e Inclusão Social”.

O Memorial de Acessibilidade e Inclusão Social “A Arte de Sentir”, criado em março/2012, é o primeiro espaço permanente de caráter didático-cultural, no Rio Grande do Sul e no Brasil, que contempla o acesso a todos os tipos de deficiência.

O Memorial tem seus primórdios no Ateliê Noara Brasil, da artista plástica Noara Tubino. Desde muito cedo, quando cursava o ensino médio, a artista plástica deu início em seus primeiros ensaios para as cores e as artes. Finalizada esta etapa, Noara cursou a Faculdade de Belas Artes, na cidade de Passo Fundo concluído em Novo Hamburgo na Universidade Feevale RS, definindo desta forma, sua entrada definitiva para o mundo das artes. Em sua carreira, desenvolveu atividades docentes em escolas públicas e privadas, aliando o perfil de educadora com o conhecimento obtido na universidade. Porém, num determinado momento, optou por trabalhar exclusivamente com aquilo que muito amava: a pintura. Com esta decisão é criado o Ateliê Noara Brasil. Foram realizadas mais de 20 exposições intitulada “Círculo da Natureza”, com a participação e visitação de milhares de pessoas, e ao longo destes últimos anos solidificou sua proposta de trabalho educativo e informativo, obtendo o reconhecimento no mercado regional, nacional e internacional, com a marca “Naturar’t”.

Sendo a arte uma valiosa ferramenta de trabalho, a artista percebeu a exclusão de pessoas com deficiência nos espaços artísticos, não sendo permitindo a este público o desenvolvimento dos sentidos, tais com toque, olfato, audição, percepção de ângulos (nanismo), etc. Na realidade, existe uma lacuna social de um espaço permanente que permita a este segmento de público utilizar um dos sentidos e se sentir inserido na sociedade ou ter acesso, de forma integrada, a informação e cultura. Foi realizada então a primeira edição da exposição “A Arte de Sentir” contemplando os 05 sentidos. Com o sucesso desta exposição, outras edições foram realizadas.

Através da solicitação dos visitantes e da sociedade em geral para que o espaço se tornasse permanente, hoje com a cedência do imóvel da artista, tornou-se realidade a idéia de um espaço permanente que beneficiará a todos oportunizando a inclusão social deste segmento, bem como ampliar a sua participação, através da cultura, nos diversos espaços sociais, e contribuir para que desenvolvam outras habilidades e compreendam seu universo e com interesse de dar visibilidade à sociedade das mais diversas situações enfrentadas no dia-a-dia por este público-alvo.

Outra proposta para o espaço é oportunizar treinamentos e vivências de gestores, lideres e funcionários da indústria, comércio e prestadores de serviços, bem como o fortalecimento e crescimento, através do conteúdo desenvolvido de ações e projetos já existentes nas empresas e demais setores da sociedade. 

Com esse novo olhar o “Memorial de Acessibilidade e Inclusão Social – A Arte de Sentir”, propiciará a prática do exercício da cidadania, através da sensibilização para a conscientização da sociedade.

Direitos garantidos, participação na vida em sociedade, inclusão, acessibilidade são pressupostos da Presidência da República e também de um mundo melhor. Um mundo em que o respeito pela diversidade da população substitua a segregação e a homogeneidade, que o singular seja plural e que humanidade seja sinônimo de diversidade. Que a cultura da inclusão e da acessibilidade ultrapasse as fronteiras de políticas setoriais como saúde, educação e assistência social. Que lazer, esporte, cultura sejam também direitos respeitados.

Sensibilidade e respeito pelo outro e pelo meio ambiente são necessidades prementes da atualidade. Que a arte esteja acessível às pessoas com deficiência e que esta mesma arte acessível também, sensibilize e eduque a população sem deficiência para a convivência e o respeito mútuo.

Por isso firmamos a importância do Memorial em resposta à necessidade de um espaço permanente e a contribuição efetiva com a sociedade e órgãos governamentais, colocando em prática o exercício da cidadania e a responsabilidade social, através da instalação e adaptação do espaço físico do “Memorial de Acessibilidade e Inclusão Social – A Arte de Sentir”.

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